HZ158-A/B – Sociologia de Durkheim (1S2023)

INÍCIO


INSTITUIÇÃO: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
CURSO: Curso de Graduação em Ciências Sociais (16 e 44).
ANO LETIVO: 2023.
PERÍODO: 1º.
DISCIPLINA: HZ158-A/B – Sociologia de Durkheim
DOCENTE: Pedro P. Ferreira.
MONITORIA: PEDs – Jefferson Arantes de Souza (Turma A); Ana Clara Naletto Xavier (Turma B); Mariana Martinelli de Barros Lima (Turma B). PADs – Arthur Prando do Prado (bolsista); Amanda Safira De Mattos; Ana Beatriz Mega Araújo; Bianca Arena de Carvalho; Bruna Melo; Danielly Karoline Sá Alencar Nascimento; Giordanno Oliveira Padovan; Guilherme Anhê Lopes Teixeira; Lucas Nadalin Massarotto; Taís Lombardi Da Costa.
AULAS: Turma A: sexta-feira das 8h às 12h, sala . Turma B: quarta-feira das 19h às 23h, sala .
CARGA HORÁRIA TOTAL: 75h.
CRÉDITOS: 5.

PROGRAMA
O principal objetivo da disciplina é propiciar aes ingressantes no Curso de Graduação em Ciências Sociais da Unicamp um primeiro contato, não apenas com as obras e os conceitos deste fundador da Sociologia, Émile Durkheim, mas também com a teoria-prática sociológica contemporânea. Serão debatidos o contexto sociopolítico e cultural da época em que Durkheim desenvolveu suas pesquisas, assim como desdobramentos contemporâneos de suas ideias. A disciplina pretende, assim, contribuir com a iniciação des estudantes na teoria-prática sociológica contemporânea, sendo voltada para estudantes com pouco ou nenhum contato anterior com a obra de Durkheim, ou com as ciências sociais.

PLANO DE DESENVOLVIMENTO
As primeiras aulas serão dedicadas a uma apresentação geral da disciplina e do Curso de Graduação em Ciências Sociais como um todo. Em seguida, serão realizadas apresentações aprofundadas sobre cada uma das 4 principais obras de Durkheim (i.e.: Da divisão do trabalho social; As regras do método sociológico; O suicídio; e As formas elementares da vida religiosa), assim como de suas publicações sobre educação (i.e.:Educação e sociologia). Tais apresentações serão intercaladas com atividades em sala de aula envolvendo a leitura e interpretação de textos. São previstas também atividades e aulas conduzidas peles estagiáries e auxiliares docentes.

AVALIAÇÃO
A nota de cada estudante será composta por 3 variáveis:
1 – Presença em sala de aula: Estudantes precisam ter, no mínimo, 75% de frequência no semestre para serem aprovades. Assim, estudantes que excederem 4 faltas serão reprovades.
2 – Trabalhos em sala de aula: Estudantes serão avaliades por seu envolvimento nas atividades práticas em sala de aula.
3 – Fichamentos: Cada estudante precisará entregar 2 fichamentos de textos diferentes de Durkheim. Esses fichamentos precisarão ser considerados “satisfatórios” para serem aceitos.
Observação: Estudantes podem solicitar abono de falta ou revisão de qualquer nota, via entrega de trabalho adicional a ser combinado com o docente responsável.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

DURKHEIM, Émile.

(Livros principais)

    2012 [1893]. Da divisão do trabalho social. (Trad. Eduardo Brandão) São Paulo: Martins Fontes.
    1995 [1894]. As regras do método sociológico. (Trad. Paulo Neves) São Paulo: Martins Fontes. [MATERIAL COMPLEMENTAR]
    2004 [1897]. O suicídio. (Trad. Monica Sthael) São Paulo: Martins Fontes.
    1996 [1912]. As formas elementares da vida religiosa. (Trad. Paulo Neves) São Paulo: Martins Fontes.

(Outros textos)

    1975. A ciência social e a acção. (Trad.: Inês D. Ferreira) São Paulo: DIFEL.
    2004 [1914]. Pragmatismo e Sociologia. (Trad. Aldo Litaiff) Florianópolis/Tubarão: Editora da UFSC/Editora da Unisul.
    2007 [1910]. O ensino da moral na escola primária. (Trad. Raquel Weiss) Novos Estudos CEBRAP 78:59-75.
    2008 [1892]. Montesquieu e Rousseau: pioneiros da sociologia. (Trad.: Julia Vidili) São Paulo: Madras.
    2011. Educação e sociologia. (Trad. Stephania Matousek) Petrópolis: Vozes. [palestras proferidas em 1902 e em 1911; publicadas postumamente como livro em 1922]
    2017 [1898]. O individualismo e os intelectuais. In: Marcia Consolim; Márcio de Oliveira; Raquel Weiss (eds.). Émile Durkheim – O individualismo e os intelectuais (Edição bilíngue e crítica). São Paulo: EdUSP, pp.37-65.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

ARON, Raymond.

    2008 [1967]. Charles-Louis de Secondat, Barão de Montesquieu; Auguste Comte; Émile Durkheim. In: As etapas do pensamento sociológico. (Trad. Sérgio Bath) São Paulo: Martins Fontes, pp.3-81; 83-183; 457-588.

BENOIT, Lelita O.

    2006. Augusto Comte: fundador da física social. São Paulo: Moderna.

BORLANDI, Massimo.

    1995. Les faits sociaux comme produits de l’association entre les individus. In: Massimo Borlandi; Laurent Mucchielli (dirs.). La sociologie et sa méthode: Les Règles de Durkheim un siècle après. Paris: L’Harmattan, pp.139-64.

BOUDON, Raymond (org.).

    2011. Durkheim fut-il durkheimien? Paris: Armand Collin.

COLLINS, Randall.

    2009 [1994]. A tradição durkheimiana. In: Quatro tradições sociológicas. (Trad. Raquel Weiss) Petrópolis: Vozes, pp.157-204.

COMTE, Auguste.

    1978. Os pensadores. (Trads.: José A. Gianotti; Miguel Lemos) São Paulo: Abril Cultural.

CONSOLIM, Marcia.

    2010. Émile Durkheim e Gabriel Tarde: aspectos teóricos de um debate histórico (1893-1904). História: Questões & Debates 53:39-65.

CONSOLIM, Marcia; OLIVEIRA, Márcio de; WEISS, Raquel (eds.).

    2017. Émile Durkheim – O individualismo e os intelectuais (Edição bilíngue e crítica). São Paulo: EdUSP.

CRARY, Jonathan.

    1999. Durkheim as Seurat’s contemporary. In: Suspensions of perception: attention, spectacle, and modern culture. Cambridge: The MIT Press, pp.176-86.

DELEUZE, Gilles.

    2006 [1955]. Instintos e instituições. In: A ilha deserta e outros textos. (trad. Hélio R. Cardoso Júnior) São Paulo: Iluminuras, pp.29-32.

DeNORA, Tia.

    2014. Durkheim on culture as the realm of the real. In: Making sense of reality: culture and perception in everyday life. Los Angeles: Sage, pp.37-41.

DOUGLAS, Mary.

    2007 [1986]. As instituições operam a classificação. In: Como as instituições pensam. (Trad. Carlos E. Marcondes de Moura) São Paulo: EdUSP, pp.97-114.

DURKHEIM, Émile; MAUSS, Marcel.

    2001 [1902]. Algumas formas primitivas de classificação. In: Marcel Mauss. Ensaios de sociologia. (Trad.: Luiz J. Gaio; J. Guinsburg) São Paulo: Perspectiva, pp.399-455.

FERREIRA, Pedro P.

    2021. Durkheim na Scientific American. Rascunho.

FERREIRA de VARES, Sidnei.

    2011. Sociologismo e individualismo em Émile Durkheim. Caderno CRH 24(62):435-46.
    2017. O problema do suicidio em Émile Durkheim, Revista do Instituto de Ciências Humanas 13(18):13-36.
    2019. Émile Durkheim e a educação moral: a formação do cidadão republicano. Revista Brasileira de História & Ciências Sociais 11(21):139-57.
    2020. Émile Durkheim e o Estado. Mediações 25(1):94-111.

FILLOUX, Jean-Claude.

    2010. Émile Durkheim (1858-1917). In: Celso Carvalho; Miguel H. Russo (orgs). Émile Durkheim. (Trad.: Maria L.S. Boudet) Recife: Fundação Joaquim Nabuco, Editora Massangana, pp.11-37.

FREIRE, Alyson T.F.

    2019. Émile Durkheim e a critica do capitalismo em Da divisão do trabalho social. Mediações 24(2):154-78.

GANE, Mike.

    2002. The radical sociology of Durkheim and Mauss. London: Routledge.
    2006. Auguste Comte. London: Routledge.

GIDDENS, Anthony.

    1981 [1978]. As idéias de Durkheim. São Paulo: Cultrix.
    1998. A sociologia política de Durkheim; Durkheim e a questão do individualismo. In: Política, sociologia e teoria social: encontros com o pensamento social clássico e contemporâneo. (Trad.: Cibele S. Rizek) São Paulo: Fundação Editora da UNESP, pp.103-46; 147-68.

GOMES NETO, Jayme.

    2020. Por uma reconstrução da tradição durkheimiana. Revista Brasileira de Ciências Sociais 35(104):e3510413.

HARRIFORD, Diane; THOMPSON, Becky.

    2008. Émile Durkheim and embodiment in the age of the Internet. In: When the center is on fire: passionate social theory for our times. Austin: University of Texas Press, pp.155-77.

HERTZOG, Lucas; WEISS, Raquel A.

    2015. A finalidade moral do fazer sociológico: sobre os sentidos do conceito de normal em Émile Durkheim. Mediações 20(2):312-39.

KARSENTI, Bruno.

    2005. La société en personnes: études durkheimiennes. Paris: Éditions Economica.

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    2010. Personal recollections of Durkheim, Mauss, the family and others. Durkheimian Studies 16:36-56.

LATOUR, Bruno.

    2014. Formes élémentaires de la sociologie; formes avancées de la théologie. Archives de Sciences Sociales des Religions 167:255-75.

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    1993 [1973]. O que a etnologia deve a Durkheim. In: Antropologia estrutural dois. (Trad. Sonia Wolosker) Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, pp.52-6.

MASSELLA, Alexandre B.; PINHEIRO FILHO, Fernando A.; AUGUSTO, Maria H.O.; WEISS, Raquel. (orgs).

    2009. Durkheim 150 anos. Belo Horizonte: Argvmentvm.

MAGNELLI, André; GOMES NETO, Jayme; WEISS, Raquel. (orgs).

    2018. Durkheim, apesar do século: novas interpretações entre sociologia e filosofia. São Paulo: Annablume.

MARTIL, Graciela.

    2014. Émile Durkheim (1858-1919). In: Flávia C. Chagas (org.). Sociologia: elementos básicos. Pelotas: Dissertatio-Incipiens.

MAUSS, Marcel.

    2003 [1934]. As técnicas do corpo. (Trad.: Paulo Neves) In: Sociologia e Antropologia. São Paulo: Cosac & Naify, pp.399-422.

MUCCHIELLI, Laurent.

    2001. O Nascimento da Sociologia na Universidade Francesa (1880-1914). Revista Brasileira de História 21(41):35-54.

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    2018. Por uma sociologia menor: uma leitura (im)possível. In: André Magnelli; Jayme Gomes Neto; Raquel Weiss (orgs.). Durkheim, apesar do século: novas interpretações entre sociologia e filosofia. São Paulo: Annablume, pp.329-91.

OLIVEIRA, Márcio de.

    2009. Émile Durkheim e a sociologia brasileira. In: Alexandre B. Massella; Fernando A. Pinheiro Filho; Maria H.O. Augusto; Raquel Weiss (Orgs). Durkheim 150 anos. Belo Horizonte: Argvmentvm, pp.231-58
    2010. O Estado em Durkheim: elementos para um debate sobre sua sociologia política. Revista de Sociologia e Política 18(37):125-35.
    2012. O conceito de representações coletivas: uma trajetória da Divisão do trabalho às Formas elementares. Debates do NER 22:67-94.

OLIVEIRA, Márcio de; WEISS, Raquel (orgs.)

    2016. David Émile Durkheim: a atualidade de um clássico. Curitiba: Editora da UFPR.

ORTIZ, Renato.

PEDERSEN, Jean Elisabeth.

    2006. Política sexual em Comte e Durkheim: feminismo, história e a tradição sociológica francesa. (Trad.:Denise Lopes de Souza) Revista de Estudos da Religião 1:186-218.

PFEFFERKORN, Roland.

    2014 [2010]. Émile Durkheim e a unidade orgânica da sociedade conjugal. In: Danielle Chabaud-Rychter; Virginie Descoutures; Anne-Marie Devreux; Eleni Varikas (orgs.). O gênero nas Ciências Sociais: releituras críticas de Max Weber a Bruno Latour. (Trad.: Lineimar P. Martins) São Paulo; Brasília, DF: Editora UNESP; Editora UnB.

PINHEIRO FILHO, Fernando.

    2004. A noção de representação em Durkheim. Lua Nova 61:139-55.

QUAGLIATO, Henrique C.V.

    2020. A sociologia de Émile Durkheim e o uso do relativismo. Plural 27(2):283-304.

QUEIROZ, José B.

    2017. As formas elmentares: ponto de redefinição da sociologia durkheimiana? Sociologias 44:72-91.

QUINTANEIRO, Tania.

    2003. Émile Durkheim. In: Tania Quintaneiro; Maria Ligia de Oliveira; Barbosa M.G. Monteiro de Oliveira. Um toque de clássicos: Marx, Durkheim e Weber. Belo Horizonte: Editora UFMG, pp.60-96.

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    2001. Durkheim’s treatment of practice: concrete practice vs representations as the foundation of reason. Journal of Classical Sociology 1(1):33-68.
    2002. Editor’s introduction. In: Harold Garfinkel. Ethnomethodology’s program: working out Durkheim’s aphorism. Rowman & Littlefield: Lanham, pp.1-64.
    2004. Epistemology and practice: Durkheim’s The elementary forms of religious life. Cambridge: Cambridge University Press.

RENATO DOS REIS, Jorge; WERLE, Caroline C.

    2016. Relação existente entre o trabalho social proposto por Émile Durkheim e o princípio constitucional da solidariedade presente na carta magna de 1988. Revista Constituição e Garantia de Direitos 9(1):90-111.

ROSATI, Massimo; WEISS, Raquel.

    2015. Tradição e autenticidade em um mundo pós-convencional: uma leitura durkheimiana. Sociologias 39:110-62.

SELL, Carlos E.

    2006. Émile Durkheim. In: Sociologia clássica. Itajaí: Univali, pp.122-63.

SENA, Custódia S.

    1983. Durkheim e o estudo das representações. Anuário Antropológico 7(1):134-64

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    2009. A questão do suicídio: algumas possibilidades de discussão em Durkheim e na Psicanálise. Arquivos Brasileiros de Psicologia 61(3):57-67.

STEINER, Philippe.

    2009. Altruísmo, egoísmo e solidariedade na escola durkheimiana. (Trad.: Alexandre B. Massella) In: Alexandre B. Massella; Fernando A. Pinheiro Filho; Maria H.O. Augusto; Raquel Weiss (eds.). Durkheim: 150 Anos. Belo Horizonte: Argumentum, pp.91-117.
    2016 [1994]. A sociologia de Durkheim. (Trads.: José B. Queiroz; Juarez Lopes de Carvalho Filho) Rio de Janeiro: Vozes.

TEIXEIRA, Ricardo R.

    2002. Três fórmulas para entender “O suicídio” de Durkheim. Interface 6(11):143-52.

TIRYAKIAN, Edward A.

    1980. Émile Durkheim. In: Tom Bottomore; Robert Nisbet (orgs.). História da análise sociológica. (Trad.: Waltensir Dutra) Rio de Janeiro: Zahar, pp.252-316.
    2017. Les formes élémentaires de la vie religieuse: passado, presente e futuro. Sociologias 44:38-71.

UQAC.

    sd. Émile Durkheim. Les Classiques des Sciences Sociales. Université du Québec à Chicoutimi.

VARGAS, Eduardo V.

    2000. A emergência das Ciências Sociais na França. In: Antes Tarde do que Nunca: Gabriel Tarde e a emergência das Ciências Sociais. Rio de Janeiro: Contra Capa, pp.37-161.

VARGAS, Eduardo V.; LATOUR, Bruno; KARSENTI, Bruno; AÏT-TOUATI, Frédérique; SALMON, Louise.

WEISS, Raquel A.

    2012a. Durkheim e As formas elementares da vida religiosa. Debates do NER 22:95-119.
    2012b. From ideas to ideals: effervescence as the key to understanding morality. Durkheimian Studies 18:81-97.
    2013a. Efervescência, dinamogenia e a ontogênese social do sagrado. Mana 19(1):157-79.
    2013b. A relação entre o sagrado e a moralidade laica na teoria durkheimiana. Revista Pós Ciências Sociais 10(19):47-68.
    2015. Sociologia e moral. Sociologias 17(39):16-24.

OUTROS MATERIAIS
ABBOTT, Edwin A.

    2002 [1884]. Planolândia: um romance de muitas dimensões. (Trad. Leila de S. Mendes) São Paulo: Conrad.

BOUDON, Raymond; BESNARD, Philippe; CHERKAOUI, Mohamed; LÉCUYER, Bernard-Pierre (dirs.).

    1990. Dicionário de Sociologia. (Trad.: António J.P. Ribeiro) Lisboa: Publicações Dom Quixote.

CLASTRES, Pierre.

    2003 [1974]. A sociedade contra o Estado: pesquisas de antropologia política. (Trad.: Theo Santiago) São Paulo: Cosac & Naify.

COMVEST

KAFKA, Franz.

    1994 [1917]. Um relatório para uma academia. In: Um médico rural: pequenas narrativas. (Trad.: Modesto Carone) São Paulo: Brasiliense, pp.57-67.
    2003 [1915]. O processo. (Trad.: Modesto Carone) São Paulo: Companhia das Letras.

PT

    1982. Entrevista de Lula com Guattari. (Trad.: Sonia Goldfeder) São Paulo: Brasiliense.

RACIONAIS MC’s.

    1997. Sobrevivendo no inferno. São Paulo: Cosa Nostra.