SO185-A / CS201-A – Rastrans(e)individual (2s2025)

INÍCIO


INSTITUIÇÃO: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
CURSO: Programas de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) e em Ciências Sociais (PPGCS).
ANO LETIVO: 2025.
PERÍODO: 2º.
DISCIPLINAS: SO185-A – Sociologia da Tecnologia I / CS201-A – Fundamentos em Modos de Conhecimento I: Etnografia do Conhecimento
DOCENTE: Pedro P. Ferreira.
AULAS: Sexta-feira das 9h às 13h. Sala 12B.
CARGA HORÁRIA TOTAL: 60h (SO185) / 45h (CS201).
CRÉDITOS: 4 (SO185) / 3 (CS201).

PROGRAMA E PLANO DE DESENVOLVIMENTO

“Rastrans(e)individual” é uma aglutinação intensiva das palavras “rastro”, “transe” e “transindividual”. É o resultado de uma intensificação (um transe) do título mais domesticado originalmente pensado para a disciplina: “Rastros do transindividual”.

Esta disciplina parte da seguinte constatação, feita em 2011 pelo sociólogo Laymert Garcia dos Santos (2022:2), em uma de suas últimas aulas antes de se aposentar deste PPGS:

    “O pensamento de Simondon é absolutamente necessário para a Sociologia contemporânea, e a sua importância para as Ciências Humanas e Sociais contemporâneas só cresce.[…] Os sociólogos pensam que vivemos em uma sociedade de humanos. Simondon, no entanto, sabia que não vivemos numa sociedade de humanos, mas sim de humanos com máquinas; sabia que é preciso olhar, não para os humanos em oposição aos não-humanos, mas para as maquinações que passam de um para o outro. O fato de que podemos pensar em maquinações diferentes para humanos e para não-humanos não significa que não possamos pensar, ao mesmo tempo, num nível comum a ambos. Por isso, para entender a sociedade contemporânea, é preciso pesquisar a relação humano-máquina (incluindo aí as relações humano-humano, humano-máquina, máquina-humano e máquina-máquina). Não interessa, porém, fazer a crítica das Ciências Humanas, bater em cachorro morto. O interesse não está mais em explicações (sobre o que já aconteceu), mas sim em implicações (sobre o que está por vir).”

Considerando, assim, nossa condição ciborgue-híbrida (Haraway 1991, Latour 1994), esta disciplina buscará colocar em debate questões de Sociologia da Tecnologia que sejam consideradas de interesse mais amplo (tanto teórico quanto metodológico), mesmo para pesquisas não diretamente voltadas para a investigação de processos tecnicamente mediados de associação.

De maneira simples, a disciplina propõe ser uma introdução a, e um exercício com: (1) a Teoria Ator-Rede de Bruno Latour; (2) a sociologia transindividual de Gilbert Simondon; e (3) a abordagem original dos processos tecnicamente mediados de associação. Essas temáticas serão trabalhadas sequencialmente, em 3 blocos

A disciplina se insere no entrecruzamento de Sociologia, Antropologia e Filosofia, e buscará mobilizar literatura desses 3 campos. A disciplina será baseada em seminários, nos quais o docente responsável e estudantes apresentarão textos para a discussão em sala de aula.

A disciplina reunirá, na mesma sala, estudantes do PPGS matriculades na disciplina SO185-A, e estudantes do PPGCS matriculades na disciplina CS201-A.

AVALIAÇÃO

O conceito final recebido pelo(a) estudante nesta disciplina corresponderá ao conceito recebido por ele em uma apresentação oral em sala de aula. Essa apresentação será realizada na forma de seminário, em que o estudante buscará, transformar um texto lido, em sementes de pensamento, para serem cultivadas em um debate presencial. Mais objetivamente, cada estudante apresentará um texto e levantará questões para um debate, de preferência relacionando o texto com sua própria pesquisa de Mestrado/Doutorado. A definição do texto a ser apresentado por cada estudante deverá ser realizada em diálogo com o docente responsável, e

Seguindo o regulamento da DAC, serão permitidas no máximo 4 faltas durante o semestre (25% da carga horária). A presença em sala de aula deverá ser registrada (nome e RA) em lista disponibilizada durante cada aula.

CRONOGRAMA

    Aula 01 – 08/08 – Apresentação da disciplina. ARTIGOS: Ferreira (2017), Garcia dos Santos (2003, 2022), Haraway (1991), Melitopoulos e Lazzarato (2011). COLETÂNEAS de TEXTOS: Ferreira (2022a, 2022b, 2022c, 2022d), Loeve et al. (2018).

I – Bruno Latour e a ontologia do rastro – Considerações sobre o surgimento da Teoria Ator-Rede (TAR) como sociossemiótica-material, ou o estudo dos processos de associação (institucionalização ou instauração) como estabilizações relativas de nexos intra-agenciais. Serão debatidas leituras voltadas para o papel metodológico e ontológico das “inscrições” (rastros) no estudo dos processos de associação. ARTIGOS: Benjamin (1983), Bogard (2009), Daston e Galison (1992), Dubois (1993), Felinto (2013), Ferreira (2020b), Jones et al. (2004), Latour (1988, 1990, 2004). LIVROS e TESES: Ingold (2000), Latour (1994, 2005), Latour e Woolgar (1986), Lemke (2021), Peverini (2024). COLETÂNEAS de TEXTOS: Arnaldi et al. (2024), Chandler e Fuchs (2019), Glas et al. (2019), Graves-Brown (2012), Graves Brown et al. (2013), Jensen e Rodje (2010), Kissmann e Loom (2019), Latour (2002), Law (1991), Lenoir (1998), Lynch e Woolgar (1990), Miller (2005), Turner (2009).

    Aula 02 – 15/08 – Vida de Laboratório (inscrições). Leitura sugerida: LATOUR, Bruno; WOOLGAR, Steve. 1986. In: Laboratory life: the construction of scientific facts. Princeton: Princeton University Press, p.43-103.
    Aula 03 – 22/08 – Ciência em ação (centro de cálculo). Leitura sugerida: LATOUR, Bruno. 2000 [1987]. Centrais de cálculo. In: Ciência em ação: como seguir cientistas e engenheiros sociedade afora. (Trad. Ivone C. Benedetti) São Paulo: Editora da UNESP, p.349-420.
    Aula 04 – 29/08 – Esperança de Pandora (crossover). Leitura sugerida: LATOUR, Bruno. 1999. Circulating reference. In: Pandora’s hope: essays on the reality of science studies. Cambridge: Harvard University Press, p.24-79.
    Aula 05 – 05/09 – Método/vocabulário. Leitura sugerida: AKRICH, Madeleine; LATOUR, Bruno. 1992. A summary of a convenient vocabulary for the semiotics of human and nonhuman assemblies. In: Wiebe E. Bijker; John Law (eds.). Shaping technology/building society: studies in sociotechnical change. Cambridge: The MIT Press, pp.259-64.
    Aula 06 – 12/09 – Reassembling the social (sociografias). Leitura sugerida: LATOUR, Bruno. 2005. Third move: connecting sites. In: Reassembling the social: an introduction to actor-network theory. Oxford: Oxford University Press, p.219-46. Apresentação: Diogo Alves (Second Move: Redistributing the Local; Reassembling the Social Part II).

II – Gilbert Simondon e a ontogênese do transindividual – A sociologia transindividual de Simondon como complemento à TAR, e a alternativa simondoniana para o problema fundacional das Ciências Sociais (o homo duplex durkheimiano). Serão debatidas leituras voltadas para os conceitos simondonianos de “transindividual”, “individuação coletiva”, “indivíduo de grupo”, “subjetividade”, “cultura” e “reticulação”. ARTIGOS: Aires (2025), Barthélémy (2008, 2009), Choukah (2010), Ferreira (2019, 2020a), Heredia (2015), Leroi-Gourhan (2019), Mackenzie (2001), Neves (2007), Rouvoy e Berns (2015), Queiroz e Melo e Moraes (2016), Simondon (2008, 2020a, 2020b). LIVROS e TESES: Andrade (2020), Chabot (2003), Combes (1999), Fernandes (2016), Gilbert (2014), Heredia (2017), Mills (2016), Ott (2018), Read (2016), Sautchuk (2007), Simondon (2007). COLETÂNEAS de TEXTOS: Angerer et al. (2014), Blanco et al (2015), De Boever (2012), Ekman (2013), Lawler et al. (2017), Montag e Elsayed (2017), Sautchuk (2017), Stiegler (2021), Wark e Sutherland (2015), Young e Coeckelbergh (2024).

    Aula 07 – 19/09 – MEOT. Leitura sugerida: SIMONDON, Gilbert. 2008. CHAPITRE II. — Fonction régulatrice de la culture dans la relation entre l’homme et le monde des objets techniques: problèmes actuels. In: Du mode d’existence des objets techniques. Paris: Aubier-Montaigne, p.113-52. Apresentação: Mário Augusto Pedroso Carneiro (Ludo-epistemology: Playing with the rules in citizen science games”, do livro “The Playful Citizen”).
    Aula 08 – 26/09 – ILFI. Leitura sugerida: SIMONDON, Gilbert. 2020. Nota complementar sobre as consequências da noção de individuação. In: A individuação à luz das noções de forma e de informação. (Trads.: Luís E.P. Aragon; Guilherme Ivo) São Paulo: Ed.34, pp.507-45. Apresentação: Larissa – Chouka.
    Aula 09 – 03/10 – Combes. Leitura sugerida: . Apresentação: Vitor – Novaes.
    Aula 10 – 10/10 – Antropologia (Leroi-Gourhan, Gell, Sautchuk). Leitura sugerida:. Apresentação: Rafael – Kasper.
    Aula 11 – 24/10 – Guchet. Leitura sugerida: . Apresentação: Za – Haraway.

III – Processos tecnicamente mediados de associação – Considerações acerca da investigação empírica da participação de agências consideradas não-humanas no desempenho do social. Serão debatidos casos empíricos. ARTIGOS: Alister (2024), Aranha de Queiroz e Melo (2016), Aranha de Queiroz e Melo e Moraes (2016), Barad (2007, 2015),Brito (2019b), Crawford e Joler (2020), Deleuze (1992), Deleuze e Guattari (1997, 2010), Ferreira (2010), Smarieri e Ferreira (2024), Vertesi (2008), Winner (2017). LIVROS e TESES: Brito (2019a), Bumachar (2016), Diaz-Isenrath (2008), Ferreira (2023), Gonçalves (2024), Hui (2016), Kasper (2006), Paciornik (2021), Schiavetto (2014, 2024), Viana de Oliveira (2018), Vicentin (2016). COLETÂNEAS de TEXTOS: Blom et al. (2017), Conio (2015), Das e Pratihar (2022), Das et al. (2024), Ekman et al. (2016), Hallam e Ingold (2007), Iasulaitis e Amadeu da Silveira (2025), Kleba et al. (2022), Maynard e Heritage (2022), Neidich (2013, 2014), Oever (2014), Parikka e Sampson (2009), Tello (2020).

    Aula 12 – 31/10 – Ferreira. Leitura sugerida:. Apresentação: Débora – Vertesi.
    Aula 13 – 07/11 – Crawford e Joler. Leitura sugerida:. Apresentação: Thiago.
    Aula 14 – 14/11 – Etnometodologia (Maynard e Heritage). Leitura sugerida:. Apresentação: Arthur.
    Aula 15 – 28/11 – Realismo agencial (Barad). Leitura sugerida:. Apresentação: Vivian – Melitopoulos.

01 a 17/07 – Prazo para entrada de média e frequência do 2º período letivo de 2025

BIBLIOGRAFIA GERAL

ARTIGOS e CAPÍTULOS DE LIVRO

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LIVROS e TESES

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    BUMACHAR, Bruna L. 2016. Nem dentro, nem fora: a experiência prisional de estrangeiras em São Paulo. Tese de Doutorado em Antropologia Social. PPGAS/Unicamp.
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